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Poema de Tarde

Poema de tarde/Cleyton de Paula

Hoje eu senti um pouco teu perfume
Me sentindo vivo por alguns segundos
Pois tua lembrança me fez voltar à ser criança
E nos meus desenhos fiz você

Já não há preocupação sobre a vida
Apenas sonhos que tentam se concretizar
Na batalha inconsciente da mente
De ti sempre tento lembrar

Esse desejo, e que desejo, tenho de sempre sonhar
Para sempre em cada amanhecer
De um beijo teu lembrar

Não é tão simples viver sonhando
Simples é sonhar
Fingir em não sofrer nessa vida
Tento que essa vida agüentar

Não serei eu aquele que mandará para sempre nos meus sentidos.
Mais serei o que o caminho encontrar
Lutando cada dia por essa vida
Em fim um dia, terminar.

E nesses versos de rimas fáceis
De ti estou a lembrar
Pois é de tarde, e ainda lembro.
Nesse momento eu estaria a te beijar

(...)

Cleyton de Paula

O que somos?

O que nos diferencia dos demais animais?

É esse nosso poder de escolhas ou essa nossa ambição de fazer mais do devemos escolher?

Só sei que a cada dia eu me perco nesses malditos pensamentos
Se tudo isso é comum aos teus olhos, nos meus ainda vejo apenas um circo.
Onde o picadeiro se estende entre minha mente e a realidade
E a razão às vezes fica de lado, esbanjando o poder de raciocínio para alguns indivíduos.
Mais a lógica disso tudo não é o fato de 'pensarmos' e sim do nosso 'agir'.
Não temos um instinto certo. Somos incertos até o ponto de destruir por prazer, por vingança, por inveja, por desejo. Não temos aquela inocência natural que um leão tem. Só temos o senso de ataque do tigre e a esperteza de uma águia.
Mais do que adianta tudo isso quando não sabemos diferenciar as coisas boas com o falso prazer?

Ninguém mais assiste as nuvens e nem planejam coisas mirabolantes, apenas observam o girar desse parquinho, enquanto os palhaços da vida nos trás uns contra os outros.

Falsidade do tempo

Não me entrego à você
Não copio seu pensamento nem faço parte dos seus planos
Já deixei uma cota de orvalho me emocionar
Pois nela vi a simplicidade da vida
E a obscuridade da derrota.
Mais não me entrego à você
Nem serei semelhante a você
Nunca irei retribuir esse desafeto
Você não está diante de um espelho
Nem suas lágrimas fazem sentido algum pra mim
E esse vento frio que passa pela janela
Me faz viajar por 1 segundo como dias
Imagino como seria voar...

Mais não me entrego a você!

2 anos e 10 meses

Quase três anos se passaram e com esses dias contatos
Assisti o mundo desabar instantaneamente.
E naqueles primeiros dias assisti algumas mutações do próprio tempo.
Foram horas analisando os fatos e buscando forças em sorrisos para
Dissipar, ao menos, aquela maldita dor.
Como curar isso? Como ainda prosseguir, mesmo cambaleando nessa estranha estrada escura à minha frente.

A ausência do meu ar me fazia cada vez mais entrar em desespero interno, de pensamentos,
De imaginações cada vez mais sem noção. Normalmente chamado de desespero ou até loucura.
Fato é que hoje, após três anos, deixei de me rastejar. Não por raiva, não por orgulhoa,
Não por desprezo à algo especial. Mais por ter encontrado força, motivada através daquelas
Lembranças, que por dias me atormentavam e que agora estavam servindo como chama para manter aceso o fogo da minha vida.
Não teria como, eu, menosprezar algo tão sublime que é o amor. Ao contrario do que o desespero e a loucura pudesse fazer, busquei alegria e ocupação. Vencendo assim, com esperança de dias melhores, a tão conhecida depressão.
Foram dias maravilhosos, foi uma época gloriosa a qual só tenho a agradecer a cada dia, a Deus e a você.

Descanse em paz Paula Ellen Rodrigues Fernandes!